Family Feud — Jay-Z6 min read

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Hoje é aniversário de ninguém menos que Jay-Z. Nascido Shawn Corey Carter, ele também é conhecido como Jay, Hova, Hov e marido da Beyoncé. Brincadeiras a parte, ele fez parte da minha adolescência e é o pai do meu apreço pro Hip-Hop e R&B.

Completando hoje seus 49 aninhos, Jay-Z é dono de 21 prêmios Grammy, um dos artistas mais bem vendidos do mundo, possui um patrimônio de aproximadamente USD 900 milhões e um ícone do cenário musical americano. Se você ainda não o conhece, ou quiser saber mais sobre ele, a Wikipedia te conta! 😉

Para falar de Jay-Z, escolhi uma faixa de seu último disco, 4:44, que ficou envolvido em muita fofoca por conta de suas respostas ao álbum Lemonade de sua mulher, Beyoncé. Todo mundo soube que ele a traiu, e eles resolveram, inteligentemente, reverter isso em arte. Uma salva de palmas para o casal. 👏👏

Assim sendo, vou listar aqui 5 aspectos da fotografia e cores de um dos clipes mais bacanas lançados por ele recentemente, Family Feud:

Family Feud

Nobody wins when the family feuds

Passagem do tempo em regressão

Meio azul, meio preto e branco

As primeiras cenas do clipe são em 2444, onde aparentemente a vida não tem muita cor. Temos aqui Michael B. Jordan (lembram do Killmonger de Pantera Negra?) discutindo com sua irmã, interpretada por Thandie Newton, a respeito da liderança de um governo do qual ele desacredita de sua competência. Entretanto, a paleta de cores usada nessa fase do vídeo é basicamente apoiada no azul, que é uma cor feminina historicamente, que é a cor do manto das santas e anuncia a predominância das mulheres que o vídeo virá a apresentar. Além disso, qual o nome da filha deles mesmo? Blue Ivy, né?! Blue, azul, sei… 😊💙

A partir daí o tempo regride e vemos mais cenas onde as mulheres estão no poder.

O tempo em regressão pode também significar um arrependimento de Jay-Z em relação a suas atitudes para com a família. Na verdade, existem algumas cenas onde o vemos voltando atrás, a câmera está em modo reverso em alguns momentos.

Jay-Z se confessa

These are my confessions #Usher

A cena onde Jay se confessa a Beyoncé é muito bonita pois forma uma sombra em seus rostos, que é quando concluímos que se trata de um confessionário. Aqui é onde está evidenciado o belo trabalho de direção de fotografia de Antonio Calvache, utilizando a iluminação como narrativa.

Obs: alguém lembra que outro rapper também já se confessou? Em partes 1 e 2, Usher bombou com a sua “Confessions” em 2004:

Empoderamento feminino

No mundo imaginado de Family Feud, as mulheres estão em posições de poder. Quando vemos líderes se reunirem para alterar a constituição, cada assento no corredor é preenchido por uma mulher. Talvez Jay-Z e Ava DuVernay, diretora do clipe, tenham se inspirado para esta cena no movimento #MeToo, ou talvez eles estejam simplesmente projetando seus anseios de colocar mais mulheres em posições de poder (Jay- Z fez campanha para a candidata democrata Hillary Clinton). Independentemente de suas razões, é uma cena bem-vinda no vídeo, com as estrelas Brie Larson, Rosario Dawson, Rashida Jones, etc.
Além da cena política, os figurinos dominam enquanto cada atriz está vestida com as cores do arco-íris, do branco ao roxo, do verde ao vermelho. Elas estão empoderadas em diferentes cores, matizes, e cada uma tem um estilo pessoal.

Composição de cena

Aqui podemos ver Beyoncé com um figurino imponente, no púlpito, mais alta que Jay. Ela é a líder.

Mensagem de diálogo

Além de questionamentos de raça e empoderamento, vejo Family Feud como um clipe que quer trazer uma mensagem de diálogo. Jay entra de mãos dadas com sua filha Blue Ivy e a deixa assistindo sua apresentação, sua fala, sua confissão. Se voltamos um pouco antes, ela está mediando (ou presidindo) uma mesa onde mulheres estão dialogando sobre alterações na Constituição em prol de um bem comum. 
Trata-se de uma demonstração de exemplo, onde seu desejo é que gerações futuras aprendam que é possível errar, se arrepender e que com diálogo é possível alcançar soluções satisfatórias a todos.

Eu, particularmente, adoro o Jay-Z e gostei muito desse clipe. Aliás, acho que ele e Queen B, estão transformando a forma de contar estórias em video clipes, vide Apeshit, Formation, Family Feud, Moonlight, etc.

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