Tudo sobre o polêmico filme dinamarquês “Rainha de Copas”8 min read

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Hoje eu vou contar pra vocês minha crítica sobre esse filme, por mim tão aguardado, o dinamarquês “Rainha de Copas”! Quando esse filme foi lançado, fiquei empolgadíssima! Comprei ingresso pra assistir no cinema, mas no dia tive um imprevisto e acabei abortando. Na semana seguinte, cadê ele no cinema? Tinha saído de cartaz nos horários noturnos e eu fiquei sem. 😣

Finalmente consegui assistir e cá estou pra te contar todos os motivos do meu entusiasmo.
Pra começar, o filme tem uma sinopse super polêmica. E relaxa, eu, melhor do que ninguém, posso te garantir que não irá afetar sua experiência:

Uma advogada de sucesso põe em risco sua carreira e ameaça separar sua família depois de se envolver em um caso com seu enteado adolescente.

Pronto! Isso é o suficiente pra você assistir.

CORES E FOTOGRAFIA

Inicialmente, as cores e a fotografia sempre chamam minha atenção, mas realmente procuro observar as emoções que circundam os personagens. Eu tento me deixar levar pelo filme, sabe?!

Porém, é impossível não notar as cores frias como a base da paleta de cores desse filme. Não é pra menos, com um problemão desse, quem conseguiria trazer cores quentes? 🤷🏻‍♀️

E isso se justifica a partir das grandes adversidades que são apresentadas. À medida que fui assistindo, percebi que muito da iluminação está ligada aos elementos psicológicos e estado de humor de Anne, a protagonista do filme.

As cores mais quentes e vibrantes aparecem quando ela se sente mais vitoriosa, quando está mais animada, de bem com a vida. O filme brilha, é dourado, tem luz do sol!

Por outro lado, quando Anne se sente angustiada, pressionada, sem esperanças ou diante de um grande impasse; todo o filme se fecha. Sombras, azuis, verdes e cinzas aparecem e sempre frios. A iluminação é suave, mas bem esbranquiçada. É depressivo.

Nesses momentos, também há uma atmosfera de tensão presente e persistente. O filme tem esse tom bastante consistente de conflito e medo e aborda questões complexas sobre a natureza do abuso sobre apego, autoconfiança e manipulação. Mais à frente menciono aqui, na minha crítica, uma questão moral que também vem acompanhada de toda a frieza que existe na Fotografia de “Rainha de Copas”.

Por falar nisso, a Fotografia de Jasper Spanning é grandiosa e tem cenas muito bonitas, mesmo nos momentos mais sombrios. Uma vez que o tema é cru e brutal, as belas imagens tornam-se controversas, um contraponto ao filme. Mostrar o que é hediondo com contraste.

Especial dia das mães:

VALE A PENA assistir “rainha de Copas”?

E assim, sou obrigada a admitir que ADOREI esse filme, acho que foi um dos melhores desse mês.

Enquanto assistia, mesmo sabendo tudo que iria acontecer, fiquei super ansiosa. Não tinha ideia de como seria. E eis que acontece… eu fiquei chocadíssima, passada, sem palavras.

Obviamente, não vou te contar o que acontece depois. A seguir, tudo que vou escrever não passa dos 20min iniciais, eu prometo!


Continuando, eu tava me afeiçoando à protagonista, a Anne. Ela tem uma profissão que faz com que você goste dela, que veja humanidade, mas depois que a questão se instala, eu só conseguia sentir nojo! 🤮

Embora o filme não apresente julgamentos, na minha opinião, ela não tinha motivos para fazer o que fez. Sua vida era boa, tanto no que diz respeito a bens materiais quanto aos elementos afetivos e domésticos. Ela tem uma casa maravilhosa, muito bem decorada, com natureza ao redor. Além de uma família bonita, que a ama, um marido bacana, filhas amorosas.

Sobretudo ela é uma mulher que parece se sentir satisfeita consigo própria, com a carreira que é estruturada e com a vida que leva. Ainda assim, eu achei que era uma vida muito certinha demais! 🤔

Mas entendo também, que esta é uma característica da região. Dinamarca e Suécia são países que possuem um IDH altíssimo, são países ricos. A Noruega está em primeiro no ranking!
No entanto, não quero me alongar nessa questão, até porque tenho planos de falar um pouco mais sobre o cinema escandinavo e essas questões socioeconômicas serão abordadas.

ALÉM DAS CORES

Como mencionei mais acima, um outro aspecto que me chamou atenção em “Rainha de Copas” é a questão moral que ela traz: até onde você iria para guardar um segredo? E esse é apenas mais um ponto pra te estimular a assistir esse filme!

Nesse sentido, o roteiro é muito eficaz: ele cumpre o papel de te apresentar uma situação gravíssima como o incesto e ainda adiciona camadas diretamente ligadas aos personagens.

Imediatamente após assistir, fiquei muito sensibilizada e o filme permaneceu comigo por alguns dias. Nesse meio tempo, até escrever pra vocês, estes foram alguns dos questionamentos que surgiram:

  • Com qual tipo de pessoas isso pode acontecer?
  • Será que este é um problema voltado pra uma classe social em particular?
  • É uma questão de gênero?
  • Afinal, a culpa é de quem?
  • Há algum tipo de perdão pra um acontecimento como este?

filmes relacionados

Se você já assistiu Rainha de Copas e procura outros com o mesmo tema, posso te indicar esses aqui:

Se você gostou da diretora, May el-Toukhy, infelizmente, não assisti nada além dela. Mas ela tem esses títulos aqui na filmografia dela:

Pra fechar, eu, pessoalmente, gostei muito de “Rainha de Copas” e ele atendeu totalmente minhas expectativas.

Mas não acho que seja um filme pra todos. Ele é um pouco lento e isso pode cansar alguns espectadores que não estão muito habituados.
E você aí que está começando a dar uma chance para filmes mais de fora do circuito convencional, sugiro que encontre um horário em que você esteja realmente disposto a assistir filmes, livre de compromissos.


Além disso, o tema é um tanto quanto indigesto e pode provocar dificuldades para pessoas mais sensíveis.

Se você chegou até aqui, muito obrigada por sua leitura, espero que tenham gostado. Pra você que é meu leitor fiel, eu também agradeço muito e peço que compartilhem com seus amigos pra ajudar a página a crescer!

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1 comentário em “Tudo sobre o polêmico filme dinamarquês “Rainha de Copas””

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