Vida Nômade – Da Geração Beat às Tiny Houses4 min read

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Primeiramente, me conta: você já pensou em largar tudo e sair pelo mundo viajando? Seja pelo stress no trabalho, ou pelo tédio causado pelo rotina, ou revolta contra o sistema capitalista. Até mesmo para ressignificar a própria existência. Seja qual for o motivo, em algum momento a maioria de nós já se imaginou numa aventura nômade como os personagens de filme.

Anteriormente, a Nanda falou sobre Nomadland. Em resumo, o filme retrata uma mulher que passa a ter uma vida nômade, após perder tudo na Grande Recessão. Sendo assim, aproveito esse gancho para falar um pouco sobre os modos de morar e suas possibilidades para a nova geração do nomadismo.

Vida nômade Nomadland

Vida nômade no cinema

Libertar-se dos padrões convencionais de morar e percorrer o mundo em viagens já fez parte do imaginário de diversas gerações. Principalmente as influenciadas por livros e filmes como On The Road de Jack Kerouac; Na Natureza Selvagem, que conta a história de Christopher McCandless; Livre, escrito por Cheryl Strayed e mais recentemente Nomadland e O Som do Silêncio, com grandes chances de indicação ao Oscar.

Essas são histórias de heróis que abrem mão de bens materiais, encaram uma vida mais selvagem e vencem traumas e dores da vida em sociedade através da superação de seus limites físicos. Atualmente temos uma geração que quer embarcar nessas aventuras, mas sem abrir mão do conforto e de um espaço para o trabalho. Em outras palavras, são os chamados Nômades Digitais.

Quem são os nômades digitais

Nesse sentido, essas pessoas diferem do ideal do viajante heroico da geração beat, que era livre de apego material. Aliás, são praticamente o contrário. Assim, tem crescido cada vez mais o número de cursos, matérias e coaches mostrando esses profissionais como exemplo de carreiras de sucesso.

Nômades digitais podem atuar em diversas áreas. Eles não abrem mão de uma carreira, apenas a seguem online, sem a necessidade de um escritório. Necessitam apenas de internet para realizar seus trabalhos remotos que permitem uma vida repleta de viagens.

Moradia compacta

Por consequência, surgiu na arquitetura um novo nicho, a criação das Tiny Houses. Em outras palavras, são pequenas casas de até 40m². Elas apresentam soluções sustentáveis e multifuncionais para atender às necessidades do morador e proporcionar conforto em um espaço reduzido.

Seu valor por metro quadrado chega a ser o dobro do valor de uma construção convencional. Especialmente devido às tecnologias e materiais empregados. Eles devem proporcionar conforto térmico, acústico e cumprir com todas as funções de uma casa em um espaço compacto. Além disso, elas podem ser construídas sobre rodas participando das viagens de seu habitante.

Tiny house de “Passou Passou”

Só para exemplificar, no audiovisual brasileiro temos uma Tiny House super legal que é a casa projetada pela Tiber Homes exclusivamente para o clipe Passou Passou do Silva.

Gravado em plano sequência, o clipe mostra o cantor seguindo por uma estrada na pequena casinha azul sobre rodas. Na história ele deixa para trás um relacionamento que já passou. Tudo a ver com a possibilidade de uma casa móvel, né? Deixar para trás o que já não faz mais sentido e seguir apenas com o que é essencial.

Cena do clipe Silva - Passou Passou
Cena do clipe Silva – Passou Passou.

E você teria coragem de encarar uma vida nômade? Se sim, seria mais do tipo aventureiro ou com conforto?
Me conta aqui embaixo:

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